
O setor industrial paraense amanheceu em luto nesta sexta-feira (3), após o assassinato do empresário Antonio Eugênio Pacelli Martin de Mello, 65 anos, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e fundador da tradicional Fábrica de Velas Cigana. Ele foi baleado durante um assalto ao estabelecimento, localizado em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio — roubo seguido de morte.
Segundo informações preliminares, dois homens armados invadiram a fábrica por volta das 6h40, horário de chegada dos funcionários. Cerca de 20 trabalhadores foram rendidos, enquanto um dos criminosos se dirigiu ao escritório onde Pacelli estava. Pouco depois, tiros foram ouvidos. O empresário foi atingido no tórax e levado às pressas ao Hospital Metropolitano, mas não resistiu aos ferimentos.
Os assaltantes fugiram em uma motocicleta conduzida por um terceiro comparsa que aguardava do lado de fora. Uma quantia em dinheiro foi levada, mas o valor não foi divulgado. O circuito interno de câmeras não registrou a ação, pois estava inoperante desde o dia anterior devido a uma pane elétrica.
Dois suspeitos foram presos ainda na manhã de hoje, e um deles seria funcionário da própria fábrica, o que levanta suspeitas sobre possível envolvimento interno na ação criminosa.
Em comunicado oficial, o Sistema Fiepa lamentou profundamente a morte de Antonio Pacelli, destacando sua trajetória como empresário visionário e defensor do desenvolvimento industrial no Pará:
A morte de Pacelli gerou comoção entre empresários, lideranças políticas e trabalhadores da indústria, que reconhecem sua contribuição histórica para o setor e para a economia local.
As investigações seguem em curso, e a expectativa é que novos desdobramentos sejam divulgados nos próximos dias. Enquanto isso, o Pará se despede de um dos seus grandes nomes da indústria, vítima da violência que ainda assola o cotidiano de muitos brasileiros.
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