
De acordo com relatos ouvidos pela reportagem, parte das terras e da Industria de dendê antes operados pelo Grupo BBF teria sido arrendada para outra companhia muito conhecida do setor, a Eco Tauá.
"Eles fizeram vários acordos, de arrendamentos, de vendas e o nosso dinheiro não aparece. Pra onde está indo esse dinheiro? A gente trabalha e não recebe há 5 meses", afirma um funcionário que quis se identificar por medo de retaliações.
Recursos sem transparência e declarações
Segundo os trabalhadores, não há clareza sobre como os recursos provenientes desses contratos estariam sendo utilizados. A ausência de informações oficiais tem ampliado a insatisfação interna e alimentado desconfianças.
Funcionários também cobram explicações da direção da empresa, que segundo relatos, deveriam prestar esclarecimentos sobre a situação financeira da companhia e a destinação dos recursos.
“Se entrou dinheiro, por que os salários continuam atrasados? Ninguém sabia que esta empresa Eco Taúa estava aqui, nem o financeiro e nem nós trabalhadores. A gente precisa de uma resposta”, questionam colaboradores.
Os empregados afirmam que continuam exercendo suas funções, mesmo sem garantias de pagamento, por medo de perder o vínculo empregatício e os direitos acumulados.
Pressão e insegurança
Além da questão financeira, os relatos apontam para um ambiente de pressão. Trabalhadores dizem que, apesar dos atrasos, há cobrança pela continuidade das atividades normalmente.
“Pedem pra gente seguir trabalhando como se estivesse tudo certo, mas não está. E se faltarmos, ainda somos penalizados."
Especialistas em direito do trabalho reforçam que o pagamento de salários é uma obrigação legal prioritária e que eventuais receitas da empresa, incluindo arrendamentos, não podem justificar atrasos ou descumprimento de direitos trabalhistas.
Enquanto isso, a situação segue indefinida para dezenas de famílias que dependem diretamente da renda gerada pelas atividades da empresa.
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