
No último sábado, 28 de fevereiro de 2026, foi realizada a ação “Proteger é Cuidar das Crianças”, na Escola Clodomir Begot, localizada no bairro do Guajará, em Ananindeua (PA). A iniciativa foi promovida pelo Coletivo Futuro Brilhante, com a participação dos voluntários Rayssa Lopes, Rebecca Elmescany, Sarah Feio, Laura Rolim, Aylla Lohana, Márcio Ferreira, Ana Paula Lima, Ana Shinohara, Gabrielle Tourinho, Geovane Cardias, Diego Martins e Monique Loma.
A atividade integra o conjunto de ações do coletivo, que atua como tecnologia social de prevenção primária, voltada à disseminação de informações e ao fortalecimento de competências protetivas, especialmente no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. O trabalho busca atuar antes da ocorrência das violações, por meio da educação, do diálogo e da construção de ambientes seguros.
Metodologia lúdica para ensinar autoproteção
Com as crianças, foram desenvolvidas atividades pedagógicas estruturadas em recursos de música, pintura e jogo de tabuleiro, estratégias que favorecem a aprendizagem por meio da experiência e da linguagem acessível à faixa etária.
Durante as atividades, foram abordados temas essenciais à autoproteção:
•Reconhecimento dos limites do próprio corpo;
•Diferenciação entre toques de carinho e toques invasivos ou abusivos;
•Nomeação correta das partes do corpo, como forma de fortalecer a comunicação segura;
•Identificação de adultos de confiança a quem recorrer em situações de desconforto, medo ou dúvida.
A proposta metodológica prioriza a construção de autonomia gradual, sem exposição ou constrangimento, promovendo conhecimento compatível com o desenvolvimento infantil.
Diálogo com responsáveis fortalece a rede de proteção
Enquanto as crianças participavam das atividades lúdicas, os adultos foram convidados a integrar uma roda de conversa estruturada em grupos de trabalho. Cada grupo recebeu situações hipotéticas baseadas em contextos cotidianos, sendo estimulado a refletir sobre:
•Como identificar sinais de possível violência;
•Quais atitudes tomar diante de uma revelação;
•Formas adequadas de acolhimento da criança ou adolescente;
•Caminhos para o acionamento responsável dos órgãos que compõem a rede de proteção.
O momento buscou reforçar o papel da família, da escola e da comunidade como espaços de vigilância solidária e cuidado compartilhado.
A ação contou, ainda, com o apoio do Laboratório Paulo Azevedo, que esteve presente realizando aferição de pressão arterial e medição de glicemia dos participantes, além de disponibilizar o cartão do programa Meu Vizinho, possibilitando às famílias atendidas acesso a descontos em exames laboratoriais e de imagem. A iniciativa recebeu também o apoio institucional do Santos e Souza Escritório de Advocacia, do Escritório de Advocacia Flávia Figueiredo, da Base Produtos Construtivos, de Ellis Verline e da Ellis Verline For Men, parceiros que contribuíram para viabilizar a realização da atividade e ampliar o alcance social da iniciativa.
Solidariedade que gera impacto concreto
Ao final da ação, as crianças receberam materiais escolares, adquiridos por meio de doações mensais realizadas por madrinhas colaboradoras que contribuem para a manutenção das atividades do Coletivo Futuro Brilhante. A iniciativa reforça o caráter comunitário do projeto, que se sustenta por engajamento social e participação voluntária.
Serviço
O Coletivo Futuro Brilhante está com a agenda de 2026 aberta para a realização de atividades de prevenção à violência com crianças de 6 e 7 anos e seus familiares.
Escolas, espaços religiosas e organizações da sociedade civil interessadas podem entrar em contato:
Instagram: @futuro.brilhante
WhatsApp: (91) 99200-685
Mín. 23° Máx. 33°
